Papel de parede volta de Jesus
"ENTREGA TEU CAMINHO AO SENHOR, CONFIA NELE E O MAIS ELE FARA".
SALMOS 37.5

sábado, 13 de abril de 2013

Cegos!



"O Senhor abre os olhos aos cegos" (Salmo 146. 8)
Há um antigo provérbio que diz: "o pior cego é o que não quer ver".
Eu cresci escutando esse provérbio aqui e acolá. Mas quando se ouve uma frase ou um pensamento muitas vezes, por mais que ele seja importante, parece que a mera repetição faz com que ele perca a importância.
Não quero culpar os meus antigos mentores e mestres, mas talvez eles devessem ter adotado uma pedagogia diferente comigo, pois de tanto ouvir esse provérbio, acabei considerando-o lugar comum e deixei de dar a devida importância ao seu significado.
O tempo passou: adolescência... juventude.... vida adulta! ... Cresci!... Será?!
Mais tarde, comecei a experimentar a realidade prática desse provérbio ou dito popular.
O que me surpreendeu foi constatar que ele já não mais se apresentava tão simplista quanto me parecia há algum tempo atrás.
Dei-me conta que muitas vezes eu "fechei meus olhos" para algumas lições transmitidas por "mestres" cuja sabedoria foi forjada na fornalha do tempo e da maturidade adquirida ao longo dos anos.
Naquele momento, o que eles me diziam parecia não ter a menor importância.Mas, hoje, tudo faz muito sentido!
Mas o que me confortou foi saber que eu não estava sozinho em minha "cegueira" porque muita gente boa do passado também era "cega".
Lembro-me de Jó, piedoso, temente a Deus, que se desviava do mal, mas conhecia o Senhor apenas de ouvir... cego!
Lembro-me de Nicodemos, príncipe dos judeus, de notório saber, mas incapaz de compreender o mistério do novo nascimento... cego!
Lembro-me de Pedro, sensível, rude, violento, precipitado no falar, "cortador de orelhas"... cego!
Lembro-me de Paulo, fariseu erudito, conservador, discípulo de Gamaliel, perseguidor dos cristãos... cego!
Parece que a "cegueira" não escolhe berço, estirpe, cultura e classe social.
Mas, felizmente, o Deus misericordioso “abriu os olhos" de todos esses “cegos”. Ele também teve misericórdia de mim e "abriu os meus olhos".
Hoje, eu consigo entender que ser cego não é uma decisão pessoal porque ninguém, em sã consciência, faria tal escolha.
Mas deixar de ser cego é uma decisão absolutamente pessoal!
Basta abrir o coração para o Senhor e dizer: "Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei" (Salmo 119. 18).
Servimos a um Deus que abre os olhos aos cegos!
 

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