Papel de parede volta de Jesus
"ENTREGA TEU CAMINHO AO SENHOR, CONFIA NELE E O MAIS ELE FARA".
SALMOS 37.5

domingo, 11 de dezembro de 2016

NOS ÚLTIMOS DIAS

O contexto da segunda carta de Paulo a Timóteo é, no mínimo, interessante. A igreja de Éfeso continuava sendo atacada por falsas doutrinas, pelos diversos falsos mestres que se levantavam para, de acordo com os versículos 6 à 8 deste terceiro capítulo, adentrar as casas de pessoas enfadadas de pecados e paixões mundanas e transformar seus pensamentos.

Nos dois primeiros capítulos o apóstolo Paulo encoraja seu filho na fé a permanecer naquilo que aprendeu, lutando pela sã doutrina, ensinando a Palavra e repelindo os falsos ensinos. 

Dois grandes conselhos, por exemplo, encontramos no capítulo dois. O primeiro, apresentado no versículo 15, onde Paulo incentiva a Timóteo que se apresentasse a Deus como obreiro aprovado, sem ter do que se envergonhar, pois maneja bem a Palavra da Verdade. Todo aquele que se dispõe na obra do Senhor deve, em todos os momentos, apresentar a Deus o seu melhor, cada vez mais conciso de que apenas na Palavra encontraremos solidez e firmeza de espírito.

Já o segundo conselho, e falo-o na intenção de fechar este “parêntese” que abri, encontra-se no versículo 22, e tem uma conotação mais imperativa, onde Paulo afirma que Timóteo deveria fugir das “paixões da mocidade”. No grego, esta expressão “paixões” tem um sentido de “desejo especial por tudo aquilo que é proibido”, e não apenas uma conotação de imoralidade sexual, como normalmente vemos sendo retratado. 

Tudo que distancia nosso coração do Senhor, por menor que pareça ser, deve ser repelido de nossas vidas. Tudo aquilo que eventualmente amamos mais que a Deus deve ser sim entendido como uma destas “paixões”, e disso precisamos fugir, nos afastar.

Voltando, portanto, ao contexto do capítulo três, Paulo adverte a seu filho na fé que tempos trabalhosos viriam. Existe uma discussão para saber quando seriam estes “tempos” descritos pelo apóstolo, mas uma breve olhada na realidade atual denuncia que, independente de quando começaram, nós já os vivenciamos. Ainda, é clara mais uma informação: os tempos seriam trabalhosos por culpa da natureza depravada do homem.

A partir do versículo dois, Paulo dá uma lista de atributos negativos de como seriam os homens nestes tempos citados. De egoístas a enfatuados, vemos que os pontos negativos abordam as áreas sociais, naturais e emocionais. Essa depravação atinge, mais a fundo, o caráter do ser humano.

Porém, o que traz mais espanto e pavor é exatamente aquilo que serve de raiz para todo e qualquer pecado, disposto por Paulo no versículo quatro. Os homens serão “mais amigos dos prazeres que amigos de Deus”. A humanidade caminha para seu fim aqui na terra e este fim é, para aqueles que praticam a iniquidade, que deleitam-se em fazer o que o Todo Poderoso detesta, a condenação eterna. Quando os homens afastam-se de Deus, é notável que lhes ocorre o que descrito pelo salmista, no salmo de número 42, verso 7, “um abismo chama outro abismo”. Os homens vão de mal a pior.

Não bastasse isso, o afastar-se de Deus e apegar-se aos prazeres mundanos, os homens tornar-se-ão (como bem vemos, já o são) em falsos cristãos – aparentando um cristianismo em seu exterior, seja em vestimentas ou palavras, porém negando-lhe de forma crassa em suas obras e atitudes. Vemos, infelizmente, estes escritos de Paulo concretizando-se em nossa realidade. Apóstolos, bispos, pastores, profetas e profetizas corrompem a Palavra que afirmam pregar, maculando o Santo nome do Senhor e tratando a Noiva como uma meretriz. A condenação destes é certa (vv. 8 e 9)!

Amado leitor, este texto deve lhe servir com dois propósitos, ao menos. Entenda, em primeiro lugar, que vivemos nestes tempos sombrios e difíceis, e que somos constantemente cercados por lobos trajados em pele de ovelhas, que procuram abocanhar-nos com seus falsos ensinos e suas palavras enganadoras. Em segundo lugar, e por fim, tenha plena ciência de que estes falsos mestres têm sua condenação certa, eu que Deus há de trazer-lhes justiça quando no tempo oportuno.

Daniel Rodrigues Kinchescki

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